segunda-feira, 3 de outubro de 2011


Fontana apresenta mudanças no relatório da Reforma Política

Henrique Fontana concedeu entrevista coletiva quando falou sobre sua defesa do relatório da Reforma Política.


Confira abaixo a transcrição da entrevista, ou ouça na íntegra na RádioPT.
Mudanças no texto do relatório final.
Henrique Fontana – “Eu amplie a parcela de distribuição igualitária de recursos, dentro do sistema de financiamento público exclusivo de campanhas. Nós ampliamos o número de cidades que terão 2º turno, atendendo também a emendas feitas. As cidades maiores de 100 mil habitantes passarão a ter 2º turno. E alteramos também a distribuição interna dos recursos, para tornar o sistema ainda mais justo, nos sentido de equilíbrio, entre os partidos que disputam uma eleição. Especialmente olhando o papel e o potencial de crescimento que devem ter os partidos de porte médio, hoje dentro da democracia do país”.

Voto
Henrique Fontana – “Eu mantenho a proposta do voto proporcionalmente misto. Onde se amplia o direito de voto do eleitor. Além de o eleitor continuar votando no deputado da sua preferência, ele também terá o direito de escolher um partido político e um programa da sua preferência. E este partido e este programa estarão representados por uma lista de candidatos que está preordenada pelo voto secreto dos filiados do partido. E isso é importante, não são os caciques que organizam a lista. É o voto secreto dos filiados ao partido que organizam esta lista que vai ser analisada pelo eleitor. Para que além de fiscalizar o deputado em quem ele votou, passe a fiscalizar o partido ao qual ele está empenhando o seu voto. Isso do meu ponto de vista fortalece a democracia. Por que é uma democracia forte precisa ter partidos organizados e representativos”.

Mudanças nas doações particulares
Henrique Fontana – “Está havendo uma confusão nessa área, empresas na verdade poderiam continuar doando para este fundo que é administrado pela justiça eleitoral. Ou seja, nenhuma empresa poderá doar para o candidato A ou para o candidato B, ou para o partido A ou partido B. Agora é lógico, não tem porque eu proibir uma empresa que institucionalmente queria apoiar o processo democrático no país, que ela faça essa doação para o tribunal eleitoral, que é quem administra este fundo. E que vai distribuir dentro desses critérios de equidade de que a lei prevê no sistema de financiamento público de campanha. Ou seja, termina completamente o recurso privado sendo dirigido pela empresa A ou empresa B, para o candidato A ou B. O que pode mudar em muitos momentos, em muitas vezes abrir o que eu chamo de uma relação privilegiada. A minha frase é a seguinte: não é bom para a democracia brasileira que todos aqueles que têm interesses a tratar com os futuros governos sejam dos mesmo que financiam as campanhas. Isso quebra o critério de impessoalidade e republicanismo que nós temos que preservar na gestão publica do país”.

O risco de avançar só o financiamento público
Henrique Fontana -  “Não,  porque o projeto de lei em 1º lugar prevê o financiamento, o sistema de votação e a democratização interna dos partidos, que além do que eu já falei, passa-se a exigir direções permanentes e definitivas dos partidos. E os assuntos que demandam PEC, a nossa ideia é preparar uma PEC substitutiva global que logo a seguir da votação do projeto de lei, seja votado.  Agora é evidente, eu não tenho como colocar em um projeto de lei aquilo que demanda uma mudança constitucional. Como é o caso da ampliação da participação popular.  E iniciativas de projeto de lei de iniciativa popular. O fim da coligação proporcional, a alteração da suplência do senado, para que passe a ser o deputado federal mais votado, no mesmo estado e do mesmo partido do senador eleito. Portanto esse suplente terá passado pelo crivo do voto. Essas mudanças exigem mudanças constitucionais. Então a votação tem que ser uma seqüência, vota-se o projeto de lei e a seguir vota-se a emenda substitutiva global de emenda constitucional”.

Manifestação do dia 4 e o consenso único para o financiamento
Henrique Fontana – “Não, na verdade hoje tem uma grande maioria, para não usar a palavra consenso no país. As pesquisas mostram isso. Que defendem a mudança do sistema político brasileiro eu diria que esse número já chega a 80,90% da população. Em diferentes pesquisas que se analisa. Por quê? É muito simples, por que as pessoas estão vendo que os problemas a política brasileira e a nossa democracia enfrentam não podem ser, combatidas apenas pela troca de candidatos. Tem que também bolar um sistema e adotar um sistema político que dê maior independência para os mandatos. O papel do poder econômico hoje é muito forte na democracia brasileira. Eu tenho dito uma frase – que nós estamos substituindo progressivamente o debate de ideias, programas e projetos, por uma corrida do ouro, de quem arrecada mais tem mais chances de se eleger. E os números mostram isso. Das 513 campanhas mais caras de deputado federal no Brasil inteiro, 369 tiveram sucesso. Ou seja, é muito direta a relação entre arrecadação e sucesso eleitoral. E é isso que eu proponho retirar da democracia brasileira. Permitir que setores mais pobres, setores médios que representam setores de poucos recursos financeiros tenham a chance de serem candidatos e tenham a chance de se eleger. Alias, não estou sozinho nisso, estou ao lado da OAB, da CNBB, da UNE e de tantas entidades que apoiam o financiamento público”.

A importância da participação do ex-presidente Lula no ato de apoio
Henrique Fontana – “É muito grande porque é uma liderança política de grande credibilidade dentro do país. Ele conhece muito, no detalhe o sistema político brasileiro, porque teve a responsabilidade de ser 8 anos presidente da República. E é um dos mais fortes defensores de um projeto de reforma que retire do poder econômico a força que ele tem hoje na democracia e que fortaleça os partidos. Eu gostaria inclusive que todas as grandes lideranças do país se envolvessem profundamente com a reforma política. Quanto mais gente ajudando a fazer a reforma, melhor. Porque o pior dos mundos é o Brasil sair desse processo com o mesmo sistema político que nós temos hoje. E que nos causam tantos desgostos, e inclusive tantas críticas. Os sistemas têm coisas boas evidentemente, mas eles têm muitas coisas que precisam ser mudadas”.

Mudança no projeto de iniciativa popular
Henrique Fontana – “Nós introduzimos a possibilidade do cidadão participar através da redes sociais, ou seja, quando uma entidade ou um grupo quer fazer tramitar na câmara federal um determinado projeto de lei. Ele vai poder trabalhar nas redes sociais, a mobilização o apoio a esse projeto. O cidadão da sua casa, da lan house ou da escola vai poder abrir o seu computador, ler o projeto e se ele apoia a tramitação daquele projeto, ele simplesmente vai registrar nome, título de eleitor nome da mãe ou do pai, e ele estará apoiando a tramitação desse projeto. Então isso vai facilitar muito a participação direta da população na apresentação de projetos de lei e de emendas constitucionais para tramitarem no parlamento”.

O número de apoios pela internet
Henrique Fontana – “O projeto de lei demanda 500 mil apoios, número inclusive um pouco menor do que é hoje. Só hoje tem que ser assinatura presencial. E uma emenda constitucional demanda 1 milhão e 500 mil apoio”.

Henrique Fontana – “Com certeza ajuda muito o presidente Lula tem uma habilidade muito grande para o trato da política. Assim com a presença de outros grandes líderes. Vamos citar o vice-presidente Michael Temer que é presidente do PMDB e nesse momento está licenciado e está sendo exercida a presidência pelo senador Valdir Raupp, então nós estamos debatendo com todos os setores, e o presidente Lula ajuda muito na aprovação da reforma”.

A forma do sistema
Henrique Fontana – “Como o eleitor vai votar nominalmente no candidato que ele prefere, com toda liberdade. E vai ter uma 2ª escolha, que é escolher um partido que ele apóia. E ao apoiar este partido, ele estará apoiando um grupo de candidatos que concorrem por este partido. No final o parlamento vai ser composto metade de pessoas eleita por este voto que o eleitor deu ai partido e a outra metade pelo voto nominal que o eleitor deu nominalmente aos candidatos. Nós vamos ter um parlamento que nasce de um sistema misto de eleições. Como, aliás, tem em muitos lugares do mundo”.

Henrique Fontana – “Não, ele vai escolher um deputado com toda liberdade. E ele vai escolher um partido ao qual ele apoia. E ao apoiar esse partido político ele estará apoiando um programa, um projeto e a importância desse voto é exatamente esta. É que o eleitor seja convidado a uma reflexão da importância que tem os programas e os projetos. Por que eles é que mexem o país. Quando as pessoas, muitas vezes pensam que o importante é escolher uma pessoa boa e o meu voto está destinado, elas não estão se dando conta de que uma pessoa sozinha não consegue fazer nada no parlamento. Os grupos de interesse de poder, os grupos partidários é que se reúnem para debater temas, e é daí que nasce as decisões que influência a vida de todos nós”.
(Apolos Neto – Portal do PT)

domingo, 2 de outubro de 2011

Líderes do PDT divergem sobre eventual apoio a Serra

Agência Estado

A possibilidade de o tucano José Serra ser candidato à prefeitura de São Paulo no próximo ano é interpretada de maneiras distintas por alguns dos principais nomes do PDT. Para o atual ministro do Trabalho e presidente licenciado do partido, Carlos Lupi, um eventual apoio ao político do PSDB está descartado. Por outro lado, o presidente estadual do PDT, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, não faz veto ao nome de Serra.
Paulinho foi indicado neste sábado como pré-candidato do PDT à prefeitura de São Paulo e, na sua visão, possíveis parcerias devem ser analisadas somente em um eventual segundo turno. O líder do PDT, entretanto, já iniciou conversações com o atual prefeito paulistano Gilberto Kassab, cujo apoio a uma candidatura de Serra é declarado oficialmente. "Tenho conversado com o Kassab e há uma série de partidos que estão na base do prefeito que analisam a possibilidade de ter uma candidatura", revelou Paulinho.
A princípio, o plano do PDT é manter o nome de Paulinho como cabeça de chapa, mas até o próximo mês de junho as conversações entre os partidos devem traçar um cenário mais claro de coligações. Em meados do ano que vem serão realizadas as convenções definitivas para a indicação dos candidatos ao principal cargo da cidade de São Paulo. "A disposição do PDT é manter o candidato. E, se tivermos que apoiar alguém, caso não estejamos no segundo turno, a decisão de apoiar um ou outro será somente em outubro do próximo ano", disse Paulinho.
Lupi, entretanto, não cogita a possibilidade de apoio a José Serra. Perguntado sobre o tema, o ministro do Trabalho foi enfático: "Não há hipótese", disse. Pouco antes, Kassab, que também discursou na Convenção Estadual do PDT, afirmou que o político do PSDB seria seu primeiro nome para a corrida municipal.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fora da disputa, Mercadante pede unidade e não descarta Kassab como aliado do PT

Para ministro, todos os pré-candidatos petistas têm condições para fazer um bom governo em São Paulo. Acordo com atual prefeito, só no segundo turno
 


Fora da disputa, Mercadante pede unidade e não descarta Kassab como aliado do PT
Ministro Mercadante participou de um seminário da bancada de veradores do PT em São Paulo (Foto: Agência Senado)

São Paulo – No mesmo dia em que uma pesquisa de opinião foi divulgada colocando a senadora e ex-prefeita paulistana, Marta Suplicy (PT), na frente pela disputa da prefeitura em São Paulo, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, do mesmo partido, anunciou que não é pré-candidato ao cargo. Nesta segunda-feira (5), ele disse estar fora de qualquer disputa interna para a escolha do indicado do PT à sucessão municipal. O ministro ainda pediu unidade em torno do nome escolhido, quando essa definição vier, e não descartou uma aliança com o PSD, partido articulado pelo atual prefeito da capital, Gilberto Kassab (ex-DEM).

A pesquisa divulgada nesta segunda pelo Datafolha coloca Marta como a favorita para as eleições municipais que ocorrerão em 2012. Com 29% da intenções de voto, a ex-prefeita aparece mais de 10 pontos percentuais à frente do segundo colocado, José Serra (PSDB). O também ex-prefeito paulistano obteve 18% das intenções de voto. O preferido de Lula para a disputa, atual ministro da Educação, Fernando Haddad, ficou com 2% de preferência.

Até então principal concorrente de Marta dento do PT para a disputa, Mercadante anunciou que já tirou o time de campo e deixará o caminho livre para os demais postulantes. O ex-senador disse que todos os pré-candidatos têm plenas condições de fazer uma boa campanha e um excelente governo na capital.

Os pré-candidatos são, além de Marta e Haddad, os deputados federais Carlos Zarattini e Jilmar Tatto.
“Eu já comuniquei formalmente que eu não serei candidato em São Paulo", disse. Segundo ele, quando o ex-presidente Lula o "indicou para ministro", já havia ponderado que não seria adequada uma permanência de pouco mais de um ano no governo para depois sair candidato. "A presidenta Dilma (Rousseff) pediu para que eu ficasse no governo, disse que considera meu trabalho de excelente qualidade e que eu teria muito apoio neste ano”, explicou o ministro.

Alianças, por que não?

Colocando as alianças como questão central de uma boa campanha, Mercadante listou, entre os parceiros favoritos para conversas futuras, legendas mais ou menos próximas historicamente. A começar por siglas como PCdoB e PSB, o ministro ainda incluiu agrupamentos que compõem a base de sustentação de Dilma no Congresso Nacional – como PR, PDT, PRB e PMDB.

O ministro não descartou sequer o PSD, apesar de o PT fazer oposição à gestão de Kassab na cidade. "O PT na capital é oposição, se manteve assim durante todo o processo, mas é positivo que ele (Kassab) tenha saído do DEM e tenha buscado um outro caminho, com mais diálogo e negociação. Isso é positivo, acho que temos de buscar diálogo, mas isso não significa que não possamos ter uma candidatura própria – e teremos", avaliou.

Com a liderança de Marta, a tendência de prévias para decidir quem será o candidato em São Paulo ganhou força entre as lideranças da capital. Mesmo se colocando à favor de um nome que conquiste a unidade, Mercadante não descartou as prévias.

“É democrático (ter prévias) quando se tem mais que uma liderança com história e representatividade, mas como ainda não está marcada oficialmente, nós temos tempo de construir uma candidatura única, e eu trabalharei para esse cenário”, afirmou o ex-senador.

Mesmo com o ministro colocando as prévias como uma possibilidade, o vereador Alfredinho (PT) afirmou que elas já são dadas como certas, até com data marcada. "O que vai pesar, independentemente da vontade do Lula ou de qualquer outro dirigente vai ser a vontade da militância, que será deflagrada nas prévias. É isso que vai ser respeitado nas prévias do dia 27 de novembro e, se houver segundo turno, dia 11 de dezembro", revelou o vereador.

Mercadante ainda deixou seu palpite sobre o tema - que entrará como pauta principal no embate de ideias e projetos para a disputa eleitoral na capital.

Ele considera que questões ligadas à qualidade de vida serão destacadas pelos candidatos, cabendo a eles apresentarem "soluções criativas, inovadoras e ousadas para resolver os grandes problemas de São Paulo."
 

domingo, 28 de agosto de 2011

DEM decide lançar candidato em SP e complica PSDB

  José Cruz/ABrEterno parceiro eleitoral do PSDB, o DEM decidiu desenvolver um projeto próprio na disputa pela prefeitura de São Paulo, em 2012.
“Nosso candidato será o Rodrigo Garcia”, disse ao repórter o presidente do DEM federal, senador José Agripino Maia (RN).
Deputado licenciado, Rodrigo é, hoje, secretário de Desenvolvimento Social do governo tucano de Geraldo Alckmin.
É a secretaria dele que vai implementar a integração do Bolsa Família federal com a Renda Cidadania estadual.
A junção dos dois programas é parte do pacto “Brasil Sem Miséria”, firmado por Dilma com os governadores do Sudeste, entre eles Alckmin.
Agripino disse ao blog que o DEM só abdicaria da candidatura de Rodrigo Garcia se o candidato do PSDB fosse José Serra, hipótese na qual já não acredita.
“Com o Serra, nossa aliança seria automática”, afirmou o senador. Sem ele, o DEM imagina que o secretário Rodrigo reúne chances análogas à dos pretendentes do PSDB.
São três os tucanos que disputam a vaga de candidato, todos secretários de Alckmin: Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aibal (Energia).
Serra tentou levar ao tabuleiro o nome do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Mas ele refugou: “Estou bem como senador”, disse.
Confirmando-se o plano do DEM de trafegar em via própria, complica-se a vida do tucanato. Sem o parceiro, o PSDB disporá de menos tempo de televisão.
O petismo, principal antagonista dos tucanos em São Paulo, vive um drama semelhante.
A despeito dos esforços de Lula, parceiros tradicionais do PT também anunciam a intenção de levar nomes próprios às urnas eletrônicas de 2012.
O PMDB diz que irá de Gabriel Chalita. O PCdoB confirmou neste sábado (27) a candidatura de Netinho de Paula. O PR negocia com ambos, dando de ombros para o PT.
Mantido esse cenário, alianças que PSDB e PT davam como favas contadas para o primeiro turno serão adiadas para um eventual segundo round.

 
Escrito por Josias de Souza às 04h22

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sou pré-candidatíssima à Prefeitura de SP, diz Marta a Lula

Senadora petista diz a ex-presidente que tem mais condições de vencer eleições de 2012. Ela avalia que seu adversário será Serra

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 22/08/2011 20:43

Foto: Futura Press Ampliar
A senadora petista Marta Suplicy
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) ouviu nesta segunda-feira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que seria melhor para o PT ter uma “cara nova” na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Lula disse também que é mais importante Marta continuar defendendo o governo de Dilma Rousseff no Senado do que disputar a prefeitura. A senadora, no entanto, ignorou os argumentos do ex-presidente e disse, com ênfase: “Sou pré-candidatíssima”.
Marta refutou a onda de boatos do último final de semana de que sua ausência em duas caravanas do PT seria sinal de que ela abandonou a disputa. “Nunca imaginei desistir. Vou continuar indo aos debates (caravanas). Não é para fazer esse escarcéu. Levei o maior susto quando interpretaram que não fui porque estava desistindo”.
Na conversa, a senadora disse considerar importante a opinião, mas se manteve firme: “Ele falou que acha que tem que ter uma cara nova. Eu disse que acho importante ouvir a opinião dele, mas acho que a pessoa com mais condições de disputar sou eu”. Questionada sobre quais fatores lhe dariam mais chance de vitória, Marta, que perdeu as duas últimas eleições para a prefeitura, respondeu que, na sua avaliação, o candidato do PSDB será o ex-governador José Serra. “Eu tenho mais condições de ganhar do Serra”, afirmou Marta.
Mais cedo, Lula havia dito a outros pré-candidatos que Serra não deve ser o candidato do PSDB. Questionada sobre a avaliação de Lula, Marta respondeu: “Eu disse ao presidente que ele está errado”.

Embora tenha sido enfática ao dizer que mantém a candidatura, a senadora demonstrou não ser totalmente refratária à escolha de um nome novo para representar o PT na disputa municipal. “Acho que a idéia de uma cara nova pode ser até boa”. Marta não cedeu aos apelos de Lula para continuar na defesa de Dilma no Senado. “Ele disse que o mais importante é o Senado e que, na última eleição, perdeu governadores para eleger senadores. E eu respondi dizendo que tenho paixão pela Prefeitura de São Paulo”.
Tanto Lula quanto Dilma defendem que o candidato do PT seja o ministro da Educação, Fernando Haddad. Na semana passada, Dilma também disse a interlocutores ser fundamental a presença de Marta na defesa do governo no Senado.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Bahia: PMDB cogita aliança anti-PT com PSDB e DEM

  Fotos: ABr e FolhaComandado por Geddel Vieira Lima, o PMDB da Bahia cogita compor uma aliança que destoa do condomínio que o partido integra em Brasília.
A legenda do vice Michel Temer negocia na capital baiana, para 2012, uma aliança com DEM e PSDB, os dois maiores antagonistas de Dilma Rousseff no Congresso.
“O espírito de todos que fazem oposição ao PT aqui na Bahia é o de construir um projeto único”, disse Geddel ao blog.
Ex-ministro de Lula e vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica sob Dilma, Geddel afirmou que conversa informalmente com lideranças ‘demos’ e tucanas.
Mencionou espeficicamente os deputados federais ACM Neto (DEM) e Jutahy Júnior (PSDB). Segundo Geddel, o diálogo é, por ora, embrionário.
Ele estima que a negociação entrará em fase “mais consequente” a partir de setembro.
Só então vai-se saber se o “espírito” de união resultará em candidatura única à prefeitura de Salvador.
Enganchado ao projeto nacional do PT, Geddel tornou-se, no ano passado, ferrenho adversário do petista Jaques Wagner.
Mediram forças pelo governo do Estado. E Wagner prevaleceu sobre Geddel. Os grupos de ambos voltarão a roçar punhos na eleição municipal do ano que vem.
A disputa se estenderá por toda Bahia. Mas é no ringue de Salvador que se dará a luta mais relevante, uma espécie de prévia de 2014.
Geddel tenta, por ora, empinar o nome do radialista Mário Kertész, um ex-pemedebê que já foi prefeito da cidade. Porém…
…Porém, Geddel não exclui nem mesmo a hipótese de apoiar a eventual candidatura de ACM Neto, herdeiro politico do arquirival Antonio Carlos Magalhães.
“Quem busca apoio tem que estar disposto a apoiar”, afirmou Geddel ao repórter. “Excetuando-se o PT, vamos conversar com todo mundo.”
Não se constrange de tricotar com o representante do legado de ACM? Geddel responde à pergunta com ironia:
“Se Jaques Wagner conversou e fez seu vice-governador um genérico do carlismo, eu prefiro dialogar com o original.”
Chama-se Otto Alencar o vice de Wagner. Fez-se na política pelas mãos de ACM. Elegeu-se deputado estadual, presidiu a Assembléia Legislativa baiana.
Foi secretário de Saúde do governo ACM. Teria sido candidato a vice do filho do ex-morubixaba pefelê se Luís Eduardo Magalhães não tivesse morrido.
Morto Luís Eduardo, Otto manteve-se na vice, dessa vez na vitoriosa chapa do ex-governador Cesar Borges, outra cria de ACM, hoje filiado ao governista PR.
“Conversar com ACM Neto, para mim, é a coisa mais natural do mundo”, repisou Geddel. “Não tenho nenhum constrangimento de apoiar o ser apoiado por ele”.
Os companheiros do PMDB e a turma de Dilma não reclamam? “Ninguém reclamou nem vai reclamar”, declarou Geddel.
“A política nacional é uma, a estadual é outra. Há peculiaridades locais que precisam ser respeitadas”, acrescentou o vice-presidente da CEF.
“Ou respeitamos essas peculiaridades ou não teremos condições de marchar juntos em 2014. As diferenças não se restringem à Bahia”.
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Escrito por Josias de Souza às 04h42

quarta-feira, 20 de julho de 2011

DEM e PMDB negociam apoio em SP e Salvador para 2012

DO VALOR ONLINE

DEM e PMDB estão com conversas adiantadas para marcharem unidos nas eleições municipais em São Paulo e Salvador, em 2012. A estratégia está sendo acertada em Brasília por representantes das direções nacionais dos dois partidos.

Gabriel Chalita (PMDB) seria o candidato à Prefeitura de São Paulo com apoio do DEM, que indicaria seu vice. Em troca, o PMDB apoiaria a candidatura de Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM) na capital baiana, também podendo indicar o vice.

A costura foi confirmada por um integrante da Executiva Nacional do DEM. Em São Paulo, o partido trabalha ainda com a possibilidade de lançar à sucessão municipal Rodrigo Garcia (DEM), secretário de Desenvolvimento Social do Estado.

Nos dois casos, o entrave na definição dos planos do partido tem o mesmo nome: José Serra (PSDB), que ainda não deu sinais claros se concorrerá ou não ao cargo que ocupou entre 2005 e 2006 --e deixou para concorrer ao governo de São Paulo.

A avaliação corrente, de petistas a tucanos, é que a presença de Serra na disputa forçaria o PT a também escolher um candidato de peso, o que polarizaria a disputa e diminuiria o ímpeto de candidatos menores.

Sem Serra, a tendência é que mais partidos lancem nomes próprios: "O PSDB está nessa zona de conforto, de achar que o DEM sempre irá com eles. Mas, até pela sobrevivência do partido, nosso jogo é nacional, precisa casar vários apoios pelo país", afiança o mesmo integrante do DEM.

O saldo de mais essa negociação pode ser o completo isolamento do PSDB na eleição paulistana, já que todos os seus habituais aliados demonstram disposição para alçar voos próprios.

O PPS municipal cogita lançar Soninha Francine à disputa ou compor uma possível chapa encabeçada por Eduardo Jorge (PV), secretário municipal de Meio Ambiente e nome preferido do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à sua sucessão.

O PTB trabalha nos bastidores para lançar candidatos na maioria dos municípios de São Paulo e vai filiar o presidente da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Luiz Flávio D'Urso, que terá sua pré-candidatura à prefeitura da capital lançada em agosto.

Caso resolva ir às urnas, Serra terá ainda de passar pelas prévias do partido, instituídas em reunião do diretório municipal. O deputado federal Ricardo Tripoli foi o primeiro tucano a colocar seu nome para a disputa. Devem seguir o mesmo caminho o secretários estaduais de Cultura (Andrea Matarazzo) e Energia (José Aníbal).

Em Salvador, o DEM tem se articulado pela candidatura de ACM Neto, enquanto no PMDB a hipótese de lançar o radialista Mário Kertész, ex-prefeito da cidade por duas vezes, ganhou corpo nos últimos meses.

Integrantes das duas siglas admitem, no entanto, a necessidade de juntarem forças para encarar o candidato do PT à prefeitura, que terá pleno apoio do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).

O deputado federal Nelson Pellegrino, candidato derrotado à prefeitura outras três vezes, é o mais cotado e preferido do governador.

O PSDB também tem participado das conversas para a composição da chapa com DEM e PMDB, mas a possibilidade de encabeçá-la, com uma candidatura do deputado federal e ex-prefeito Antônio Imbassahy, é vista como menos provável.