segunda-feira, 9 de maio de 2016

José Pedro Frazão no Painel de Blogs da Fundação Portal do Pantanal / Coronel Paim

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Postado por: Ygor I. Mendes

sábado, 8 de agosto de 2015

Ação faz parte da campanha da Semana Mundial de Amamentação, que este ano teve como tema Amamentação e Trabalho. Atualmente, cem empresas possuem locais destinados ao aleitamento.
Para as mulheres que trabalham fora de casa, o fim da licença maternidade e o retorno às atividades profissionais podem representar o fim de um dos vínculos mais importantes entre a mãe e o bebê: a amamentação. A licença maternidade tem sido uma importante aliada para que a as mães mantenham a amamentação exclusiva. De acordo com a II Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal, o índice de aleitamento materno é duas vezes maior entre as trabalhadoras com direito a licença (53,4%) do que o registrado entre mulheres que não possuem o direito (26,8%). O aleitamento materno exclusivo até os seis meses diminui em até 13% a morte de menores de cinco anos em todo o mundo por causas evitáveis.
Confira as imagens do evento.
Nesta sexta-feira (7/8), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, encerrou a Semana Mundial de Amamentação, comemorada entre 1º e 7 de agosto. Este ano, o tema da campanha do Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria, é “Amamentação e Trabalho: para dar certo, o compromisso é de todos”.  O apresentador Serginho Groisman e sua esposa, Fernanda Vogel Molina Groisman, pais de Thomas, são os padrinhos da campanha. O objetivo é incentivar gestores de empresas públicas e privadas de todo o Brasil a adotarem a Ação “Mulher Trabalhadora que Amamenta”, lançada em 2010. Durante a cerimônia, o ministro reconheceu 18 empresas participantes da iniciativa.
“Nós queremos despertar uma consciência do respeito à mulher trabalhadora e ao bebê. Todo mundo ganha. Os estudos sobre os benefícios da amamentação para saúde da criança e da mãe são inquestionáveis, mas também são grandes os ganhos de produtividade, do compromisso da mulher com o seu trabalho. Cada vez mais, nós queremos estimular as empresas privadas a adotarem a licença maternidade de seis meses, a garantia da creche no ambiente do trabalho ou próximo dele e a implantação das salas de aleitamento materno. Esse é um espaço muito simples e barato, mas que permite a mãe recolher o leite de maneira segura e transportá-lo para casa para amamentar o seu bebê. Essas ações garantem às mulheres o direito de compatibilizar a sua vida profissional com o aleitamento, com o fato de serem mães”, destacou o ministro, Arthur Chioro.
Para o apresentador Serginho Groisman, o envolvimento de todos – principalmente dos pais – é imprescindível para o estímulo à amamentação. “Essa é uma campanha muito importante para a saúde do filho e da mãe. Espero que ela seja compartilhada e entendida por todos nós e que cada vez mais se amamente mais. Nós, pais, precisamos ter uma participação efetiva para ajudar a mãe a fazer esse trabalho, que é fundamental”, ressaltou.
A ação Mulher Trabalhadora que amamenta possui três eixos fundamentais preconizados pelo Ministério da Saúde: licença-maternidade de seis meses, implementação de creches nos locais de trabalho ou convênio com creches próximas, e a criação de salas de apoio à amamentação dentro do ambiente de trabalho. A meta inicial para 2015, de certificar 50 salas de apoio em empresas de todo o Brasil, foi superada em 100%, chegando a 100 salas, beneficiam até 70 mil mulheres em idade fértil. Para 2016, o objetivo é certificar outras 100 salas, ampliando em 40% o número de mulheres alcançadas.
As salas de apoio à amamentação são espaços localizados no próprio ambiente de trabalho, destinados às mulheres que retornam da licença maternidade. A intenção é que elas possam durante o horário de trabalho, com privacidade e segurança, retirar o leite, armazená-lo em local adequado e depois levá-lo para casa, aumentando o período de amamentação do filho. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 43% dos trabalhadores brasileiros são mulheres, ou seja, quase metade da força de trabalho no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam que os bebês sejam alimentados exclusivamente pelo leite da mãe até os seis meses e que a amamentação continue acontecendo, junto com outros alimentos, por até dois anos ou mais.
Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação materna tem na redução da mortalidade infantil nessa faixa etária. De acordo com a OMS e o Programa das Nações Unidades para a Infância (Unicef), cerca de 6 milhões de crianças são salvas a cada ano devido ao aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês.
Com o leite humano, o bebê fica protegido de infecções, diarreias e alergias, cresce com mais saúde, ganha peso mais rápido, além de ficar menos tempo internado. O aleitamento materno também diminuiu o risco de doenças como hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade. A amamentação reduz o peso da mãe mais rapidamente após o parto e ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia. As chances de se adquirir diabetes ou desenvolver câncer de mama e de ovário também caem significativamente.
Além de todos esses benefícios à saúde, estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Pelotas comprovou que quanto mais duradouro o período de amamentação na infância, maiores os níveis de inteligência e renda média na vida adulta até os 30 anos. Foi o primeiro estudo no Brasil a mostrar o impacto no QI e o primeiro internacionalmente a verificar a influência na renda. A pesquisa foi divulgada pela The Lancet, uma das publicações científicas mais importantes do mundo.
POLÍTICA DE ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA – Outra importante ação do Ministério da Saúde em prol dos pequenos foi a publicação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança. A portaria nº 11.130/2015 busca integrar diversas ações já existentes para atendimento a essa população, com objetivo de promover o aleitamento materno e a saúde da criança, da gestação aos nove anos de vida, com especial atenção à primeira infância (zero a cinco anos) e às populações de maior vulnerabilidade, como crianças com deficiência, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e em situação de rua.
A elaboração de uma Política Nacional de Saúde da Criança também vem ao encontro do pleito de entidades da sociedade civil, militantes da causa dos direitos da criança e do adolescente, como a Rede Nacional da Primeira Infância, a Pastoral da Criança, além de organismos como Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Casa da criança recebe investimentos da prefeitura de Bonito

 
Naiane Mesquita / Assessoria
FOTO: MULTI-FREQUÊNCIAFOTO: MULTI-FREQUÊNCIA
A Fundação Vida Bonito atende crianças em situação de vulnerabilidade social por meio da Casa da Criança. O espaço oferece moradia, alimentação, além de reforço escolar, oficinas artísticas e esportivas a crianças de 6 a 15 anos de idade, que precisaram ser retiradas do convívio familiar devido a algum tipo de violência. Como forma de reconhecimento do trabalho, a Prefeitura Municipal de Bonito assinou um convênio com a instituição, repassando o valor de R$ 171.962,00.
A assinatura do convênio foi realizada na semana passada e contou com a presença do prefeito do município, Leleco Brito (PT do B), do vice-prefeito Josmail Rodrigues, da secretária de assistência social, Lourdes Schwind e do secretário de administração e finanças, Hallem Jaser.
Para o presidente da Fundação Vida Bonito e da Casa da Criança, o pastor Claudinei Aguilera Morel, trabalhar a frente da instituição é uma grande oportunidade. “Eu não conhecia essa casa, mas sempre orei a Deus pela chance de ajudar o próximo. E então, surgiu essa oportunidade”, afirmou durante a assinatura do convênio. Claudinei integra a Igreja Cristã Presbiteriana, que será a responsável pela gestão da Casa da Criança nos próximos anos.
O prefeito do município agradeceu a coragem do pastor e frisou sobre a dificuldade que ele irá enfrentar a frente da instituição. “Sabemos que o Pastor Morel aceitou uma empreitada dura, mas também que ele faz parte de uma das igrejas mais atuantes de Bonito e que o tamanho do seu coração e o do tamanho da sua responsabilidade. É importante prestar conta à população e queremos ressaltar que sempre estaremos à disposição para o que for preciso”, afirmou Leleco.
Aumento
Nos anos de 2010, 2011 e 2012, foi repassado à instituição uma média de R$ 80 mil ao ano. Em 2014, o prefeito Leonel Brito autorizou o aumento de 45% com o repasse de R$ 115.348,80 e neste ano de 2015 o convênio será assinado com o repasse total no valor de R$ 171.962,00, um aumento de 115% em relação aos anos anteriores, comprovando desta forma o comprometimento da administração municipal com a instituição.

sábado, 30 de agosto de 2014


20 dicas para ensinar crianças e adolescentes a lidar com dinheiro

Sophia Camargo
Do UOL, em São Paulo


Como ensinar as crianças a manter uma relação saudável com o dinheiro? 
Especialistas discutiram o assunto com pais, educadores e as próprias crianças no 1º Congresso Nacional de Educação Financeira para Crianças (Conefinho), ocorrido nesta quinta-feira (28), em São Paulo. 
Confira as principais dicas. 

20 dicas para ensinar a garotada a lidar com dinheiro
  • 1
    Dê mesada
    A mesada serve para ensinar a criança a administrar o dinheiro. Isso evita que o jovem fique perdido quando tiver um salário pela primeira vez
  • 2
    Ensine a criança a anotar seus gastos
    Estimule a criança a anotar quanto gastou da mesada e se conseguiu economizar. É um aprendizado para o futuro
  • 3
    Incentive a ter objetivos
    A criança deve ser estimulada a ter objetivos para o dinheiro. Por exemplo, comprar uma bicicleta ou um ingresso para um parque. Quando o dinheiro for suficiente, deixe que a criança pague
  • 4
    Estimule a poupança
    É possível ajudar o filho com motivações do tipo: se você conseguir juntar R$ 100, eu te recompenso com mais R$ 50
  • 5
    Ensine a importância do consumo consciente
    Não adianta ter dinheiro para comprar se não existir o bem à disposição. É preciso economizar os recursos naturais, como a água ou a energia, para o futuro
  • 6
    Dê o exemplo
    Não adianta falar para o filho não ser um gastador, se o pai ou a mãe se comportar como um consumidor compulsivo. Só compre algo se for realmente necessário e não por impulso. Controle-se também
  • 7
    Cuidado com o shopping
    Não acostume seu filho a passear no shopping e sair de lá carregado de sacolas. Prefira lugares como parques, teatros, bibliotecas. Procure passeios gratuitos
  • 8
    Ir ao supermercado pode ser uma boa aula
    Ir ao supermercado com crianças normalmente não é recomendado. Mas, se o objetivo for uma aula de economia, pode ser uma boa ideia. Ensine a escolher os produtos em promoção e os alimentos de época, que são mais baratos. Vá com uma lista e não saia dela
  • 9
    Ensine a generosidade
    Doe o que não for mais necessário. Antes de épocas como Natal, aniversário ou Dia das Crianças, faça uma triagem nos brinquedos e roupas e encaminhe para doação
  • 10
    Ensine a cultura da prosperidade
    Ensine o filho a não acumular coisas desnecessárias, para abrir espaço para o novo. Ter medo do futuro é manter um pensamento de escassez. O pensamento deve ser de confiança e prosperidade
  • 11
    Dê tempo em vez de presentes
    As crianças não devem ser estimuladas a trocar a companhia dos pais por presentes. Sempre que puder, passe tempo com seu filho e ensine seus valores
  • 12
    Respeite o valor das coisas
    Dinheiro, comida, roupas, brinquedos, tudo deve ser respeitado. Não permita que seu filho seja displicente com as coisas que compra, como dar uma mordida em um chocolate e jogar fora, ou comprar um brinquedo e deixar encostado
  • 13
    Não diga que quem economiza é pão-duro
    Estimule o filho a guardar uma parte da mesada, para que, no futuro, ele também guarde uma parte do salário. Isso ensina a criança a economizar para realizar seus objetivos e não depender de empréstimos
  • 14
    Ensine a moderação
    Os recursos naturais do mundo são escassos. Ensine a consumir com moderação, para que seja possível ter "o suficiente, para todos, para sempre"
  • 15
    Guardar dinheiro é hábito
    Ajude seu filho a criar o hábito da poupança para a realização dos sonhos. A partir dos 3 anos, dê um porquinho para guardar as moedas. O cofrinho pode ser marcado com o cartaz "dinheiro para a compra do carrinho ou da boneca"
  • 16
    Cuidado com a escolha da escola
    Os filhos não devem ser colocados em escolas cujo padrão social dos alunos é muito superior ao da família. Das duas, uma: ou a criança estará quase sempre excluída de passeios e outras atividades, ou a família se verá tentada a gastar mais do que pode para manter esse nível
  • 17
    Estimule hábitos saudáveis na alimentação
    Ensine o filho a comer de tudo e dê preferência à comida caseira. Além de mais barata, é saudável. É possível envolver a criança na preparação de alimentos também
  • 18
    Ensine limites
    Seja firme no "não". Se não pode comprar, não aceite a birra do filho. Ele não vai poder se jogar no chão quando for um adulto e não tiver o que quer
  • 19
    Não gaste mais do que ganha
    Não acostume seu filho a um padrão acima do que pode pagar. A família toda deve viver com o que ganha, e não com recursos de empréstimos. No primeiro "não" que o filho receber, vai achar que o pai é um fracassado
  • 20
    Cartão de crédito não é dinheiro
    Os adolescentes devem aprender que o cartão de crédito não é dinheiro. Seu uso tem um custo e, se não houver dinheiro para pagar no fim do mês, haverá juros altos
Fonte: Anibal Teixeira, empresário; Elaine Toledo, escritora; José Vignoli, educador financeiro; Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil; Mauricio de Souza, empresário; Selma Vasquez, economista; programa Alimente-se Bem (Sesi); Instituto Akatu

Mauricio de Sousa tem quadrinhos para educação financeira

Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, criou o personagem "Marcelinho, o Certinho" inspirado em seu filho caçula, que, segundo ele, já nasceu politicamente correto e econômico.
"Uma vez estávamos indo ao shopping e o Marcelo me criticou por olhar uma roupa de marca. Disse que na loja mais barata seria possível comprar dez blusas com aquele dinheiro."
O empresário criou também uma série de histórias em quadrinhos, em parceria com o SPC Brasil, para melhorar a educação financeira das crianças. "A Magali gasta muito em comida, mas o Cascão está na moda: economiza água", diz.
O Conefinho recebeu cerca de 600 crianças de 12 escolas e 130 pais e educadores.

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