sábado, 5 de maio de 2012


Equipe de Haddad sugere reduzir áreas de estacionamento nas ruas do centro

Medida pode ampliar calçadas e facilitar implantação de ciclovias, diz urbanista Álvaro Puntoni



estadão.com.br
SÃO PAULO - A equipe do pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, sugeriu a redução das áreas de estacionamento nas ruas do centro da capital paulista para reorganizar o trânsito da região. Depois de participar de um seminário sobre desenvolvimento urbano na manhã deste sábado, 5, Haddad afirmou que a ideia pode ser aproveitada em seu programa de governo.
"Isso foi tentado em São Paulo em algumas localidades e, se for feito de maneira pontual e parcimoniosa para reorganizar a gestão do trânsito, ela pode ser aproveitada", afirmou o pré-candidato petista.
A proposta foi apresentada pelo arquiteto e urbanista Álvaro Puntoni, que será um dos responsáveis pela elaboração do plano de governo de Haddad na área.
"Por uma simples medida como essa, você automaticamente amplia as calçadas e pode implantar ciclovias. Valeria a pena fazer experiências na área central", disse.
Haddad participou do encontro com arquitetos e urbanistas como Ruy Ohtake, Raquel Rolnik e Nabil Bonduki. O petista ouviu de seus colaboradores críticas à especulação imobiliária, ao desenvolvimento urbano baseado no consumo e principalmente à gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD).
O arquiteto Ruy Ohtake propôs o desenvolvimento de uma "operação urbana social" ao longo de eixos da zona leste, como a Avenida Aricanduva, a Avenida Jacu-Pêssego e a linha vermelha do metrô. Ele defende que os empreendedores interessados em construir edifícios nessas áreas façam, nos andares térreos, equipamentos sociais como crecher, pequenas escolas e áreas de convivência.
Haddad afirmou que sua campanha não pretende se afastar construtoras e empresas interessadas em desenvolver empreendimentos imobiliários em São Paulo, mas afirmou que a Prefeitura deve exercer um papel de "regulação" no crescimento da cidade.
"Quando não há uma regulação, você tem a expansão caótica. Regiões que estão recebendo investimentos já estão saturadas e outras regiões que deveriam estar recebendo estímulos não estão sendo atendidas", disse o pré-candidato.

terça-feira, 24 de abril de 2012


Na Bahia, Geddel tenta afastar o PSDB do DEM (Josias de Souza)


Liderança máxima do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima age para afastar o PSDB do deputado federal ACM Neto, lançado pelo DEM, nesta segunda (23), como candidato à prefeitura de Salvador.

Embora disponha de candidato próprio, o radialista Mário Kertész, o PMDB de Geddel ameaça apoiar o tucano Antonio Imbassahy, que se opõe à aliança do PSDB com o DEM.
Geddel disse ao blog: se as conveniências indicarem que o apoio a Imbassahy é a melhor forma de se contrapor ao PT do governador Jaques Wagner, “não teremos nenhum constrangimento” de acomodar o PMDB numa coligação com o PSDB.
Na opinião da tribo do DEM, Geddel não fala sério. Recorda-se que ele refugou oferta que seria muito mais vantajosa para o PMDB. Em troca do apoio a ACM Neto em Salvador, o DEM fecharia aliança com Gabriel Chalita, o candidato do vice-presidente Michel Temer à prefeitura de São Paulo.
Geddel comenta: “Não é da nossa responsabilidade agregar nada a Chalita. Ou será responsabilidade dele fazer o jogo de conveniência do PMDB baiano? Claro que não.” Quer dizer: para Geddel, Salvador nada tem a ver com São Paulo.
Inicialmente, PMDB, DEM e PSDB pretendiam levar ao ringue da capital baiana um candidato que unificasse as três legendas. O plano fez água. A formalização da candidatura de ACM Neto expôs as trincas.
Na sexta-feira (20), o candidato a prefeito do PT, deputado Nelson Pelegrino, celebrou o dissenso dos rivais no Twitter: “Não haverá unidade da oposição em Salvador. Não há acordo 2012 e 2014. PMDB não pode apoiar candidato de oposição a Dilma.”
No sábado (21), Geddel respondeu a Pelegrino, também via Twitter: “Tá enganado, Nelsinho, podemos apoiar quem quiser, inclusive candidato de oposição a Dilma”. Nesta segunda (23), o candidato de Jaques Wagner voltou à carga em entrevista a uma emissora de rádio de Salvador.
Escorando-se no Datafolha que atribuiu a Dilma recorde de popularidade, Pelegrino declarou: “Com a presidente liderando as pesquisas de popularidade, você acha que o PMDB vai cometer a insanidade de subir em um palanque de oposição?” E Geddel, no Twitter: “Subimos no primeiro, no segundo e no terceiro. Respondido, Pelegrino?”
Há quatro dias, reuniu-se a executiva estadual do PSDB da Bahia. Aprovou-se um documento com dois tópicos. No primeiro, anotou-se que estão mantidas “as tratativas com o PMDB” de Geddel.
No segundo, recomendou-se ao diretório tucano da cidade de Salvador que crie as “condições para evitar candidaturas concorrentes entre o PSDB e o DEM.” Deve-se esse segundo trecho ao deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA).
Amigo de José Serra, Jutahy tenta criar as “condições” para que Imbassahy seja retirado de cena e o PSDB não vire um estorvo para ACM Neto. Em troca, o DEM fecharia com a candidatura de Serra à prefeitura de São Paulo.
O problema é que, ao acenar com o apoio a Imbassahy, Geddel acomoda nas costas do tucano as asas da mosca azul. Contrário à troca de Salvador por São Paulo, Imbassahy passa a esgrimir a tese de que, somando-se o tempo de tevê do PMDB ao do PSDB, sua candidatura torna-se viável.
Assim, ainda que Geddel não esteja falando sério, como dizem as lideranças do DEM, o simples aceno que ele lança na direção de Imbassahy injeta veneno nas relações do PSDB baiano com a turma de ACM Neto. 
Resta saber se o PSDB federal possui um antídoto capaz de impedir que a intoxicação atrapalhe os planos de Serra.

segunda-feira, 2 de abril de 2012


Lula deve reforçar campanha de Haddad até o fim de abril


Agência Estado



O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), disse nesta sexta-feira que o partido está animado com a recuperação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que a entrada dele na campanha de Fernando Haddad em São Paulo vai ajudar o pré-candidato petista a prefeito a crescer nas pesquisas - hoje o ex-ministro da Educação tem apenas cerca de 3% das intenções de voto. A entrada efetiva do ex-presidente na campanha, segundo Falcão, é esperada para meados e fim de abril.


"É evidente que a possibilidade de o presidente Lula participar diretamente da campanha deve aumentar o ritmo de crescimento da candidatura de Haddad", disse o dirigente, após participar de seminário promovido em um hotel da capital paulista pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo.

Falcão evitou afirmar que o alvo preferencial de Lula será o ex-governador José Serra, pré-candidato do PSDB a prefeito de São Paulo. Mas ressaltou que o ex-presidente vai concentrar esforços na campanha de Haddad.

De acordo com Falcão, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) vai entrar na campanha de Haddad "no momento em que for melhor para ela participar". Assim como o deputado estadual Edinho Silva, presidente da sigla no Estado de São Paulo, Falcão minimizou as declarações da senadora recomendando a Haddad "gastar sola de sapato" para se tornar mais conhecido.

"É uma expressão popular no PT", afirmou. "Quando um candidato se apresenta, a gente pede para ver a sola do sapato porque as campanhas do PT são sempre de contato direto com a população e isso Haddad já está fazendo."

Segundo Falcão, Lula vai dosar sua participação nas campanhas municipais petistas e não terá uma "agenda alucinante" de andanças pelo País. O presidente nacional do PT explicou que Lula definirá junto com o partido a lista de prioridades para seu apoio e visitará algumas regiões. Onde não for possível atuar diretamente, Lula gravará depoimentos a favor de candidatos petistas.

Questionado sobre a possibilidade da nacionalização do debate político nas eleições municipais de outubro, Falcão admitiu que a discussão será vantajosa para o PT. "É um debate excelente porque podemos contrastar dois países", argumentou, referindo-se a uma possível comparação entre as administrações petista e tucana à frente do governo federal.

RELACIONADAS


sexta-feira, 30 de março de 2012


Resumo das Notícias Publicadas pelos Principais Jornais do País (Sinopse Radiobras), do Dia em que o Internauta Clicar no LINK abaixo:

LEIA O Resumo das Notícias do Brasil de Mundo, Publicadas Hoje e todos os Dias pelos mais Importantes Jornais do País (aos Domingos se incluem as mais Destacadas Revistas brasileiras.

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Sempre que o leitor acessar quaisquer dos Blogs do PAINEL DO PAIM, além das últimas Postagens, encontrará, à direita da página, os LINKs para acessar os Sites do GOOGLE NEWS (http://news.google.com/) e de EDSON PAIM NOTÍCIAS (http://www.edsonpaim.com.br/), os quais apresentarão Notícias mais detalhadas sobre os fatos antes resumidos.

domingo, 25 de março de 2012


José Serra vence prévias e é pré-candidato do PSDB em São Paulo




domingo, 25 de março de 2012 18:19 BRT
Por Eduardo Simões
SÃO PAULO, 25 Mar (Reuters) - O ex-governador de São Paulo José Serra venceu a prévia realizada pelo PSDB neste domingo e é o pré-candidato do partido à Prefeitura paulistana na eleição de outubro deste ano.
Serra, candidato a presidente derrotado em 2002 e 2010 e que já governou a cidade, ficou com 52,1 dos votos e derrotou o secretário de Energia do Estado, José Aníbal (31,2 por cento), e o deputado federal Ricardo Tripoli (16,7 por cento).
As prévias haviam sido marcadas para 4 de março, mas a entrada de Serra na disputa, poucos dias antes, fez com que o partido optasse pelo adiamento. Logo após o anúncio do ex-governador de que seria pré-candidato, dois dos quatro postulantes, os secretários estaduais Bruno Covas (Meio Ambiente) e Andrea Matarazzo (Cultura) desistiram de participar das prévias para apoiar Serra.
A desistência foi patrocinada pelo atual governador, Geraldo Alckmin, principal artífice da entrada de Serra, que até fevereiro dizia não ter interesse na candidatura tucana à Prefeitura, na disputa. Apesar de ser favorável às prévias por considerá-las saudáveis para o PSDB, Alckmin atuou para acalmar os demais candidatos e parte da militância contrária ao nome do ex-governador.
Prefeito de São Paulo eleito em 2004, cargo ao qual renunciou em 2006 para disputar e vencer a eleição para governador, Serra é visto como um dos possíveis nomes do PSDB para a eleição presidencial de 2014, junto com o senador por Minas Gerais, Aécio Neves, apontado como postulante tucano mais provável.
Nas últimas semanas, Serra tem sido obrigado a responder a críticas de adversários, principalmente do pré-candidato do PT, Fernando Haddad, sobre sua decisão de renunciar à Prefeitura em 2006, após assumir o compromisso de não deixar o posto para disputar outro cargo na eleição daquele ano.
Apesar da pré-candidatura ao comando da maior cidade do país, Serra tem tratado publicamente de temas nacionais, especialmente em artigos publicados em grandes jornais nos quais faz críticas à administração da presidente Dilma Rousseff. Sua entrada na disputa, portanto, dá à eleição municipal em São Paulo um caráter nacional.
Segundo pesquisa do instituto Datafolha, divulgada no início do mês e após o anúncio de Serra de que entraria na disputa para ser o candidato tucano à prefeitura, o ex-governador lidera em todos os cenários em que aparece.   Continuação...
 

terça-feira, 20 de março de 2012


Para Serra, assinatura de Serra equivale a ‘nada’ (Josias de Souza


Como na sina de Prometeu, José Serra está acorrentado a um suplício. Assumido em 2004 e desonrado em 2006, o compromisso de permanecer na prefeitura até o fim do mandato bica-lhe o fígado com a renitência de uma águia de mitologia grega.
Serra assinara o fatídico documento durante sabatina organizada pela Folha em 14 de setembro de 2004. Dali a dois anos, em 2006, deu o assinado por não rubricado e foi à sorte dos votos na campanha para governador.
Devolvido pelas circunstâncias às querelas municipais, Serra apresenta-se novamente como candidato a prefeito. Numa entrevista radiofônica, foi reinquirido sobre o rompimento do compromisso. Sua emenda piorou o soneto:
“Eu não assinei nada em cartório. Isso é folclore. Houve um debate, uma entrevista. O pessoal perguntou: ‘Se o senhor for eleito prefeito vai sair para se candidatar à Presidência?’ Eu disse que não. ‘Então assina aqui.’ Eu assinei um papelzinho. Não era nada…”
Serra não ignorava que o “papelzinho” viraria munição contra ele. No alvorecer da campanha atual, apressou-se em dizer que o sonho do Planalto “está adormecido”. Assegurou que se concentra agora na prefeitura. Jura que, eleito, governará a cidade até 2016.
Um observador incauto perguntaria: ora, se a assinatura de Serra tem perna curta, como levar ao pé da letra um lero-lero que não dispõe nem do anteparo de um “papelzinho.”

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012



Com entrada de Serra na disputa,

Haddad assume discurso de 

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Com entrada de Serra na disputa, Haddad assume discurso de mudança
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O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, admitiu nesta segunda-feira, 27, após visita à região da Freguesia do Ó e Vila Nova Cachoeirinha, zona norte da Capital, que a entrada do tucano José Serra na disputa e a confirmação do apoio do PSD do prefeito Gilberto Kassab ao ex-governador o libera para encampar um discurso de mudança nesta campanha, com relação à administração da cidade. 'Fico mais tranquilo porque vou representar melhor as ideias que acredito, está mais adequado o candidato ao discurso', reconheceu o petista.
Haddad acredita que o eleitorado paulistano pede mudanças reais na gestão e que a cidade 'está sintonizada com este clima'. 'Sempre me coloquei como candidato com uma plataforma de mudança, nunca abdiquei deste discurso. Vejo que há muito subinvestimento na cidade', afirmou. O pré-candidato disse que aposta na memória do eleitorado com relação aos investimentos das últimas administrações do PT na cidade e conta com a boa avaliação do governo federal para conquistar os eleitores. 'Nosso horizonte é muito bom, são duas administrações com grandes realizações na cidade e um governo federal muito bem avaliado', apontou. Segundo Haddad, sua campanha pretende resgatar a história e os projetos que foram implementados pelo seu partido na cidade.

Haddad voltou a dizer que não se surpreende com a entrada de Serra no embate eleitoral: 'Estamos na sexta eleição do século XXI e é a quinta que ele (Serra) participará. Não vejo qual a surpresa disso.' Segundo Haddad, a entrada do tucano no cenário eleitoral não deverá alterar a política de alianças de sua campanha. Apesar de dizer que não há problemas nos partidos da base aliada terem candidaturas próprias neste pleito - como o PMDB que lançou na Capital o deputado federal Gabriel Chalita - o PT vai insistir nas negociações com PCdoB, PSB, PDT e PR e o próprio PMDB para eventuais alianças, seja no primeiro ou segundo turno.
Ultimamente, Haddad tem mantido conversas com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que é também presidente nacional do PSB, sobre um eventual acordo em São Paulo. Haddad também tem mantido conversas regulares com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de um tratamento contra um câncer na laringe.
O petista disse que espera de todos os candidatos uma campanha com menos ataques e mais propostas e lembrou que 'sempre frisou' que vai conduzir uma campanha propositiva. 'Eu penso que o cidadão nessa eleição estará com os ouvidos atentos para propostas concretas. É o que espero de todos os concorrentes. Tenho certeza de que, se não é a totalidade, a grande maioria vai se comportar desta maneira'. O pré-candidato ressaltou que o eleitorado espera uma campanha de alto nível, intelectual e ética.