sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta SEXTA-FEIRA, 27-01-2012 (Sinopse Radiobras)


O Globo

Manchete: Nova tragédia, velhos erros
Obras irregulares podem ter causado desabamento que deixou 4 mortos e 22 desaparecidos

O desabamento de três prédios na Cinelândia - que deixou quatro mortos e 22 desaparecidos, além de seis feridos em mostra que erros e negligência podem estar por trás de mais uma tragédia na cidade. No prédio de 20 andares, que ruiu sobre outros dois, estavam sendo realizadas, sem licença do Crea-RJ, duas obras de grande porte, no 3º e no 9º andares. "Eram obras irregulares, com certeza", disse o presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes da entidade, Luiz Antonio Cosenza. Além disso, as obras não tinham licença da Secretaria de Urbanismo - obrigatória, conforme o Plano Diretor, quando reformas são realizadas no entorno de bens tombados. O prédio era vizinho do Teatro Municipal, protegido pelo Iphan. A prefeitura alega que a exigência só se aplicaria a obras que afetem a ambiência. Se confirmadas as mortes dos desaparecidos, a catástrofe da Cinelândia vai se equiparar à maior tragédia já provocada por desmoronamentos no Rio – o do Elevado Perimetral, em 1971. A polícia instaurou inquérito para apurar responsabilidades. Uma falha estrutural é, até agora, a principal hipótese para explicar o desmoronamento. Após vistoria no local, o especialista do Crea Antonio Eulálio Pedro afirmou que o desabamento pode ter sido causado pela subtração de uma viga ou de um pilar, pela corrosão da laje da cobertura ou por excesso de peso de entulho de obra. Relatos de sobreviventes reforçam as suspeitas. Um dos quatro operários da obra no 9º andar revelou que, pouco antes de os prédios caírem, ele subia pelo elevador com tijolos e areia. Uma empresária com escritório no 16º andar contou que estranhava quando o elevador parava no 3º pavimento: "Dava para ver que não tinha nenhuma parede nem as pilastras." (Págs. 1, Caderno especial e editorial "Um alerta à cidade do Rio", 6)

A dor da espera

Dor e desespero na Câmara dos Vereadores, onde a prefeitura montou um centro de assistência para as pessoas que procuravam notícias de parentes. (Pág. 1)

Omar, desaparecido

Omar Mussi, 48 anos, era especializado em Tecnologia da Informação (TI) e dava o treinamento para os funcionários da TO. Deixou mulher e filha. (Pág. 1)

'Mãe, não morre!'

Kelly Meneses, 28 anos, estava num curso no 6º andar. A filha deixou recado no Facebook: "Mãe, não morre, fica comigo! Kelly está entre os desaparecidos.” (Pág. 1)

'Nasci de novo'

"O prédio parecia estar desmanchando", disse Alexandro da Silva Santos, 31, que trabalhava numa das obras do prédio e escapou pelo elevador. (Pág. 1)

Sala de aula cheia no prédio que caiu

Doze dos desaparecidos estavam na sala de aula do curso de Tecnologia de Informação da TO, a dona das obras. Nos prédios havia mais de 50 empresas e escritórios de advocacia. (Pág. 1)

‘Vada a bordo, Cabral!'

O silêncio do governador, que só após 17 horas falou sobre a tragédia, em entrevista por telefone, provocou sátiras nas redes. Internautas brincaram que ele estava "no Canadá, com Luiza" e adaptaram o bordão italiano "vada a bordo" para provocar Cabral. Assessores disseram que ele acompanhou os fatos. (Pág. 1)
Dilma não aceita ameaças do PMDB e tira diretor do Dnocs (Págs. 1, 3 e 4)

Ancelmo Gois
O ministro da Saúde suspenderá hoje todas as 37 obras dos seis hospitais federais do Rio, com base em relatório do Tribunal de Contas. A maioria é suspeita de fraudes, as outras têm má gestão. (Págs. 1, 16 e 17)
Desemprego no país cai a 4,7%, o menor dos últimos 9 anos (Págs. 1 e 21)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Reforma pode ter derrubado prédios no Rio; mortos são 5
Defesa Civil investiga se pilar de suspensão foi rompido por obra; 21 pessoas estão desaparecidas

Uma falha estrutural causada por reformas é a principal hipótese para o desabamento de três prédios, no centro do Rio, segundo a Defesa Civil, e especialistas. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso.

O desmoronamento matou ao menos cinco pessoas e deixou seis feridos. Até a conclusão desta edição, havia 21 desaparecidos. As equipes de resgate dizem que há poucas chances de encontrar sobreviventes. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Ruy Castro

Região do acidente foi marcada por obras pioneiras (Págs. 1 e Opinião A2)

Foto legenda: Máquinas e bombeiros buscam sobreviventes nos escombros dos prédios, no centro do Rio; imagem de câmera de segurança mostra pessoas correndo da nuvem de poeira. (Pág. 1)
BC indica que taxa de juros cairá para um dígito no país
O Banco Central indicou, de modo inédito, que continuará a reduzir a taxa de juros no Brasil até chegar abaixo de 10% ao ano.

A ata do Copom afirma que existe "elevada probabilidade" de a Selic cair "para o patamar de um dígito". Na semana passada, o Banco Central reduziu a taxa para 10,5% ao ano. (Págs. 1 e Poder A6) 
Homicídio em SP cai, mas morte após roubo cresce
Os homicídios caíram 3,05% no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Foram 4.189 registros em 2010 - ou 10,05 casos por 100 mil habitantes. A meta do governo era chegar a menos de 10 por 100 mil habitantes.

Já os latrocínios passaram de 253 casos em 2010 para 306 em 2011. (Págs. 1 e Cotidiano C8) 
Para Dilma, ação no Pinheirinho foi uma "barbárie"
Em reunião fechada com movimentos sociais em Porto Alegre (RS), Dilma Rousseff fez duras críticas à reintegração de posse na área do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). A presidente se referiu a operação da Polícia Militar paulista como "barbárie" e disse que não esperava que ocorresse dessa maneira. (Págs. 1 e Cotidiano C9) 
Dirigente culpa 'pessoal da favela' por dano em casa
Ao verificar que casas entregues pelo Estado em Ribeirão Preto (SP) ainda tem problemas, Milton de Souza Leite, diretor da CDHU, disse que os problemas refletem o mau uso feito por moradores. "O pessoal veio da favela. Não está acostumado a viver em casa." (Págs. 1 e Poder A8)
'MST' paraguaio ameaça invadir terra de brasileiros
O movimento sem-terra paraguaio ameaça invadir fazendas próximas a fronteira onde vivem 250 mil brasileiros. Há uma semana, o presidente Fernando Lugo determinou demarcação de terras na região para saber se brasileiros estão em áreas do governo. (Págs. 1 e Mundo A11)
Irã nega atrito com diplomacia brasileira no atual governo (Págs. 1 e Mundo A13)

Após desafio de líder do PMDB, governo demite chefe do Dnocs (Págs. 1 e Poder A4)

Saúde
Com 30 mil novos casos, hanseníase caiu 15% no país no ano passado. (Págs. 1 e C18)
Foto legenda: Sujou
Óleo que vazou durante a transferência do produto de um navio para refinaria atingiu praia de Tramandaí (RS); segundo o Ibama, a mancha no mar tem 1km². (Págs. 1 e Mercado B9)
Editoriais
Leia "República pela metade", sobre relação do PMDB com Dilma Rousseff; e "Sacolinha vazia", acerca da polêmica criada por supermercados em SP. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Desabamento no Rio mata 4 e 22 estão desaparecidos
Bombeiros passaram o dia vasculhando escombros dos 3 prédios que desmoronaram no centro. Famílias se reuniram a espera de notícias. Causas do acidente são desconhecidas

Quatro corpos haviam sido retirados até as 21h de ontem da montanha de escombros dos três prédios que desabaram na noite de quarta-feira no centro do Rio. Vinte e duas pessoas continuavam desaparecidas. O primeiro corpo encontrado foi o de um homem de 44 anos. Ele estava abraçado a uma carteira de sala de aula. O segundo corpo, de um homem de 73 anos, foi identificado por parentes. Também foi localizado o corpo de uma mulher, não identificada. Dos seis feridos na véspera, cinco foram liberados e uma mulher submetida a cirurgia continuava internada. À medida que passavam as horas, diminuíam as esperanças dos bombeiros de encontrar alguém com vida. "As chances são muito baixas", disse o comandante da Defesa Civil, o coronel Sérgio Simões. Na noite da tragédia, ele falara de bolsões de ar que poderiam fornecer oxigênio para soterrados. O desmoronamento mudou a rotina no centro. O trânsito foi interditado e pessoas usavam máscara para se proteger da poeira. Até a noite de ontem, as causas do acidente eram desconhecidas. (Págs. 1 e Cidades C1, C3 e C5)

Foto-legenda: 'Milagre'

O ajudante de pedreiro Alexandro Santos, de 31 anos, sobreviveu por estar num elevador. “Foi a única coisa que sobrou do prédio." (Págs. 1 e C3)

Foto-legenda: Uma espera angustiante

A Câmara dos Vereadores, no centro, virou ponto de atendimento às famílias de vítimas. As informações, escassas, eram passadas por bombeiros. (Págs. 1 e C3)
MP denuncia juízes por venda ilegal de imóvel
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou criminalmente os juízes federais Moacir Ferreira Ramos e Solange Salgado da Silva Ramos de Vasconcelos, acusados de apropriação indébita, informa o repórter Fausto Macedo. Ex-presidentes da Associação dos Juízes Federais da lª Região, eles foram denunciados por terem vendido, sem autorização, a única sala comercial da entidade em Brasília. O dinheiro da venda - R$ 115 mil, segundo o MPF - foi usado para abater dívidas de empréstimos pessoais dos dois magistrados. (Págs. 1 e Nacional A4)
Em oito anos, índice de desemprego cai pela metade
O índice de desemprego fechou o primeiro ano da gestão de Dilma Rousseff em 6%, a metade do registrado em 2003 (12,4%), no início do governo Lula. O resultado de 2011 foi beneficiado pela queda do desemprego de 5,2% em novembro para 4,7% em dezembro, a menor taxa de toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. A média do ano foi de 1,4 milhão de pessoas em busca de emprego. Em 2003, eram 2,6 milhões. (Págs. 1 e Economia B1)

11 milhões de trabalhadores tinham carteira assinada no ano passado.
BC avisa que taxa de juro será de um dígito em breve
Em um texto mais direto que os anteriores, a ata da última reunião do Copom divulgada ontem explicita a preocupação com o ritmo da economia, que cresceu menos que o esperado no segundo semestre de 2011. Segundo o Banco Central, é "elevada a probabilidade" de que a taxa básica da economia, a Selic, hoje em 10,5%, siga em queda em direção ao nível de um dígito. (Págs. 1 e Economia B4)

Movimentações atípicas

Levantamento do Estado mostra que, desde 2010, o mercado de juros tem movimentação atípica às vésperas de reuniões em que a decisão do Copom sobre a Selic surpreende. (Págs. 1 e Economia B5)
SP tem menos homicídios
Em 2011, o Estado de São Paulo registrou 4.189 homicídios, 132 menos do que em 2010. Já os latrocínios (roubos seguidos de morte) cresceram 20,9%. (Págs. 1 e Cidades C8) 
Irã aceita diálogo sobre programa nuclear (Págs. 1 e Internacional A10)

Mercadante demite presidente do Inep (Págs. 1 e Vida A13)

Ameaça de líder do PMDB faz Planalto demitir diretor do Dnocs
A presidente Dilma Rousseff mandou demitir Elias Fernandes da diretoria do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) ao saber que o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, dissera não admitir ver seu afilhado político deixar o cargo com a pecha de corrupto. (Págs. 1 e Nacional A5) 
Celso Ming
Pleno emprego e juros

O BC nunca chegou tão perto de admitir que busca juros abaixo de 10% ao ano. Também nunca o desemprego foi tão baixo. Esse é um obstáculo. (Págs. 1 e Economia B2) 
Nelson Motta
Darth Vaders de toga

Nada justifica que tantos juízes do TJ do Rio ganhem mais de R$ 50 mil por mês, o dobro do salário da presidente da República. (Págs. 1 e Nacional A9)
Notas & Informações
O risco de uma recaída global

O governo deveria dar mais atenção ao comércio internacional e à saúde das contas externas. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Rio de angústias...
Enquanto os bombeiros procuravam vítimas sob toneladas de escombros - até ontem à noite foram confirmadas cinco mortes -, as autoridades e a população do Rio de Janeiro buscavam explicações para o desabamento de três prédios no Centro da cidade. Há suspeitas de que duas obras clandestinas em um dos edifícios provocaram a tragédia.

...de tristezas

Sandra Maria Ribeiro soube da morte do pai por telefone. Um bombeiro que fez o resgate do corpo deu a notícia. Cornélio Ribeiro Lopes, 73 anos, era porteiro e morava no Edifício Liberdade havia 20 anos. A atual esposa de Cornélio, Margarida, também vivia no local e ainda não foi encontrada

....de dúvidas

A catadora de lixo Vera Lúcia dos Santos trabalhava perto dos prédios. Ela escapou, mas o seu sobrinho Moisés Moraes Silva foi soterrado e morreu. Três mulheres que estavam com ela sumiram. Vera teme que essas pessoas também não tenham saído a tempo. Segundo a Defesa Civil, há 21 desaparecidos.

....de milagres

A história de Alexandro Santos, 31 anos, pode virar um filme. O pintor estava no 9º andar do Liberdade quando a estrutura ruiu. Sobreviveu porque entrou no elevador. Alexandro foi salvo após ligar do celular para um amigo. Com um sorriso no rosto e nenhum ferimento grave, ele diz que nasceu de novo. (Págs. 1 e 6 a 8)
O menor desemprego da história
IBGE anuncia índices recordes no país, de apenas 6% em 2011 e de 4,7% em dezembro. (Págs. 1, 9 e Visão do Correio, 12)
Mudou? Tudo como d’antes no Dnocs de Alves
Diretor do departamento, Elias Fernandes é demitido, mas o cargo segue sob controle de líder do PMDB. (Págs. 1 e 2)
Mais R$ 12 milhões desviados no TRT
Novo desvio de recursos destinados a indenizações judiciais se soma aos R$ 5,5 milhões que já haviam sido descobertos pelo tribunal. A servidora Márcia Vieira, acusada de praticar as duas fraudes, depôs na Polícia Federal e disse não ter ideia do tamanho da sangria. (Págs. 1 e 5)
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Valor Econômico

Manchete: Fundos driblaram queda da bolsa e ainda bateram o CDI
Com uma estratégia basicamente conservadora, um seleto grupo de dez fundos de ações conseguiu não apenas evitar perdas com o naufrágio da bolsa, que caiu 18,1% em 2011, mas ainda superar o rendimento de 11,6% proporcionado pelo CDI. O ranking elaborado pelo economista Marcelo d'Agosto, responsável pelo blog "O Consultor Financeiro" no portal Valor, levou em conta os fundos de ações não exclusivos e com mais de dez cotistas.

Os resultados mostram que 2011 foi o ano dos papéis "defensivos", bons pagadores de dividendos, com geração de caixa estável. A liderança ficou com os fundos BB Ações Cielo e Bradesco FIA Cielo, que compraram apenas ações da credenciadora de cartões, cujos papéis subiram 53,3%. As ações de Cielo e Redecard tiveram grandes descontos em 2010 porque os investidores apostavam que a abertura da concorrência em um setor antes fechado derrubaria seu valor. Isso não ocorreu. (Págs. 1 e D3)
Minoritários reclamam da Petrobras
Acionistas minoritários estrangeiros da Petrobras estão preocupados em garantir que indicarão, sem interferência da empresa, um representante para o conselho de administração na assembleia geral deste ano. Há oito dias, dez grandes investidores europeus e americanos enviaram carta ao ministro Guido Mantega, presidente do conselho de administração da companhia. O motivo da carta foi a indicação e posterior eleição para o conselho de Josué Gomes da Silva, controlador da Coteminas e filho do ex-presidente da República José Alencar. Os acionistas reclamam do procedimento da Petrobras, que os levou a aprovar o nome do empresário sem todas as informações a seu respeito. (Págs. 1 e D1)
Ata mostra que o BC adotou 'cenário Dilma'
O Banco Central deu um claro sinal de que está disposto a concretizar o "cenário Dilma", com a taxa Selic perto de 9% ao longo de 2012. Foi isso que a ata do Copom sacramentou ontem, com uma previsão explícita sem precedentes: a taxa de juros deve ser de um dígito, dado o frágil ambiente externo. Da leitura do texto fica pelo menos uma convicção: a convergência dos juros domésticos para os padrões internacionais é um projeto de governo.

Ao fazer essa previsão, o BC recorreu a argumentos questionados por parte do mercado, como o de que a inflação em 12 meses caminha para o centro da meta em 2012 e que o juro neutro (aquele que permite o crescimento econômico sem gerar inflação) mudou de nível e é menor atualmente. "Fazer essa indicação sobre a Selic quando a projeção da inflação do próprio BC não está totalmente alinhada com o centro da meta é assumir riscos", afirma o economista-chefe do Deutsche Bank, José Faria. "Cresceu o risco de o BC ter de subir os juros antes de 2013". (Págs. 1, C1 e C2)
Retomada modesta não inibe corte de juros
O pior momento da atividade econômica ficou para trás e desde novembro está em curso uma recuperação, mas o ritmo ainda é moderado, segundo analistas, não sendo obstáculo à queda da taxa de juros para a casa de um dígito - nível que a ata da reunião mais recente do Copom deixou claro que o Banco Central pretende testar.

Em Brasília, a expectativa é de que para garantir um crescimento de no mínimo 4% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, como deseja a presidente Dilma Rousseff, a equipe econômica deve preparar uma série de estímulos. Seria possível oferecer esses incentivos sem descumprir a meta fiscal. Um caminho em estudo é o aumento do crédito. O governo já cobrou dos bancos públicos um empenho maior na concessão de financiamentos. (Págs. 1, A5 e C2)
SDE investiga denúncias contra o Google
A Secretaria de Direito Econômico recebeu 200 páginas em manifestações do Google e do Buscapé no processo em que decidirá se há discriminação nas buscas feitas pelo Google no segmento de pesquisa de preços pela internet.

O caso promete ser uma das investigações antitruste mais importantes no Brasil envolvendo tecnologia e informação. De um lado, o Buscapé diz que passou a ser discriminado pelo Google, desde outubro, quando foi lançado o Google Shopping. O Google nega a acusação e afirma que seu sistema de buscas não privilegia empresas e segue o interesse dos usuários. (Págs. 1 e B3)
Porta-contêineres ficam ociosos
A redução do comércio internacional faz com que as empresas de navegação especializadas no transporte de contêineres enfrentem excesso de capacidade em relação à demanda. Essa realidade deixou ancorados nos portos, no início de janeiro, 246 navios ao redor do mundo, o equivalente a 595 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), ou 3,9% da capacidade de carga da frota mundial. Em abril, o percentual da frota ociosa pode chegar a 5,5%. (Págs. 1 e B8)
União Europeia retoma a ideia de acordo comercial com os Estados Unidos (Págs. 1 e A9)

USP busca os caminhos do pleno reconhecimento internacional (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)

Microusinas domésticas
O governo prepara a regulamentação para a microgeração doméstica de energia a partir de painéis fotovoltaicos. O objetivo da medida é incentivar o uso da energia solar por meio da redução da conta de luz dos consumidores que aderirem à proposta. (Págs. 1 e A4)
A face do desemprego
O desemprego nas principais regiões metropolitanas encerrou o ano passado em 4,7%, menor nível da série histórica. O desemprego é maior entre as mulheres jovens, de média escolaridade e sem experiência. (Págs. 1 e A12)
Blog de moda vira canal de venda
Empresas como L’Oréal, Dior, Reckitt Benckiser, Droga Raia e Lojas Marisa transformam blogueiras famosas como Sophia Alckmin — filha do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin —em ferramenta de vendas para produtos de beleza e artigos de moda. (Págs. 1 e B1)
Negócios do pré-sal
A Ritz Engenharia planeja a construção de uma retroárea para o porto de Santos, no município do Guarujá, para atender os fornecedores de produtos e serviços à indústria do petróleo. O investimento total pode chegar a R$ 650 milhões. (Págs. 1 e B6)
Defesa contra os importados
O Ministério da Agricultura prepara relação de produtos agropecuários que será submetida ao Mercosul para elevação das tarifas de importação. Vinhos e frutas estariam entre as prioridades. (Págs. 1 e B11)
Seringueiras precoces
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) anunciou o desenvolvimento de seringueiras com maior produtividade. Os clones chegaram à primeira extração de látex com cinco anos — o normal são sete anos. (Págs. 1 e B11)
Inadimplência em queda
Sem a pressão dos fatores que impulsionaram a inadimplência no início do ano passado — inflação e juros em alta —, a desaceleração da economia e a cautela dos bancos na concessão de empréstimos devem reduzir os índices de atrasos em 2012. (Págs. 1 e C7)
MP cobra planos para resíduos
Ministério Público cobra de prefeituras os planos para o cumprimento da política nacional de coleta e reciclagem de resíduos sólidos, sob pena de não receberem recursos para aterros e implantação da coleta seletiva. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Raul Velloso e outros

A despesa corrente crescente do governo exige que o Fisco tribute tudo, independentemente dos prejuízos causados. (Págs. 1 e A10)
Ideias
José Luis Oreiro

Acumulam-se sinais preocupantes de que o país está voltando à semiestagnação prevalecente entre 1994 e 2005. (Págs. 1 e A11)
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Estado de Minas

Manchete: Escombros e mortes no Rio
Bombeiros atravessam a segunda madrugada em busca de vítimas

Nuvens de poeira se fundem à fumaça e um cheiro forte de fuligem e gás empesteia o ar. Somado ao barulho de sirenes e de máquinas revirando os escombros, o cenário é de horror e de caos no entorno da Avenida Treze de Maio, no Centro do Rio, palco da tragédia da noite de quarta-feira, quando três prédios desabaram. É o que relata o enviado especial do Estado de Minas, Daniel Camargos, que ouviu depoimentos assustadores de quem escapou por pouco do desastre e acompanhou o desespero e a ansiedade de parentes de desaparecidos acompanhando as buscas.

O motivo da tragédia

Obras irregulares que teriam afetado a estrutura do edifício mais alto são a causa mais provável.

O que havia nos prédios

Os imóveis abrigavam escritórios de advocacia, contabilidade, imobiliárias e outros serviços.

5 mortos /21 desaparecidos

“Ia morrer todo mundo se fosse na hora do expediente”

Tereza Andrade, sócia de empresa de crédito que funcionava no 16º andar do Edifício Liberdade

Descaso em BH

Tal como no Rio, o Centro da capital mineira tem vários arranha-céus erguidos nos anos 1930 e 1940, alguns em mau estado de conservação. No Edifício Itatiaia, na Praça da Estação, com rachaduras e problemas de reboco na fachada, o Estado de Minas flagrou obras sem projeto nem aval de engenheiros, tocadas pelos próprios condôminos. Já o Edifício Ibaté, na São Paulo com Afonso Pena, acometido de infiltrações, está fechado há anos. (Págs. 1, 10 a 12 e o Editorial ‘Custo alto da imprudência’, 6)
PBH deixa de convocar mais de 3 mil concursados
Enquanto negociava com os vereadores a criação de 52 cargos sem concurso, a prefeitura dispunha de 3.543 aprovados em seleção em agosto de 2010 à espera do chamado. Questionado se os concursados não poderiam preencher as vagas, o Executivo mandou retirar o projeto na Câmara. (Págs. 1 e 3)
Depois do temporal: Municípios correm para receber verba
Prazo para cidades mineiras terem acesso ao dinheiro de reconstrução dos estragos das chuvas termina amanhã para parte delas. Prefeitos tentam tirar dúvidas com a União e acelerar processo de cadastro. (Págs. 1 e 23)
Dnocs: Diretor deixa cargo após denúncias de irregularidade (Págs. 1 e 8)

Trabalho: Desemprego na grande BH é o mais baixo da história (Págs. 1 e 13)

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Jornal do Commercio

Manchete: É imposto demais e benefício de menos
Pesquisa feita em 30 países deixa o Brasil na pior colocação quando o assunto é carga tributária versus aplicação adequada do dinheiro público. Perde inclusive para Uruguai e Argentina. (Págs. 1 e Economia 3)
Convênio vai ajudar saúde de acidentado
Governos estadual e federal repassarão R$ 87 mil todo mês para unidade de reabilitação de pacientes da Fundação Terra, em Arcoverde, no Sertão. (Págs. 1 e Cidades 3)
Djaci Falcão morre aos 92 anos no Recife
Ex-presidente do STF faleceu ontem, quando dormia em casa. Sepultamento está marcado para as 11h de hoje, no Cemitério de Santo Amaro. (Págs. 1 e 8)
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Zero Hora

Manchete: Vazamento mobiliza operação no Litoral
Falha em descarga de petróleo produz mancha de um quilômetro quadrado na costa gaúcha e leva Ibama a pedir reforços, diante do risco de desastre ambiental.

Foto legenda: Óleo do descarregamento de navio em terminal de Tramandaí invade mais de três quilômetros de areia e expulsa banhistas. (Págs. 1, 36 e 37)
Dilma no Fórum: “Estamos no centro dos debates de um novo modelo”
Presidente diz que “receitas fracassadas” são propostas à Europa. (Págs. 1, 4 e 5)
Rio em choque: Tragédia alerta para obras sem controle
Em meio à retirada de corpos e à busca de desaparecidos, instala-se um debate na sociedade. (Págs. 1, 30 a 32, Editorial, 10 e Paulo Sant’Ana, 55)
Entrevista ZH: Davos volta seus olhos para o Brasil
Ben Verwaayen, executivo de multinacional, reitera interesse no país. (Págs. 1 e 18)
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Brasil Econômico

Manchete: BC surpreende ao revelar na ata do Copom que busca juro de um dígito
O Banco Central quebrou um paradigma ontem ao divulgar a ata da última reunião do Copom. Nunca antes na história do país, a autoridade monetária admitiu num documento oficial que persegue patamar tão baixo para a taxa básica. No mercado, há dúvidas de quando o objetivo será alcançado. (Págs. 1 e 30)
A próxima atração cultural
Depois de restauração de R$ 76 mi, São Paulo ganha amanhã um novo museu: o MAC com 8 mil obras de arte. (Págs. 1 e 28)
Alimentos
Arroz é Tio João, água é Lindoya, açúcar é União e carne bovina in natura será Friboi, quer Wesley Batista. (Págs. 1 e 16)
Desemprego baixo bate novo recorde
A taxa de dezembro foi menor da história: 4,7%. No ano, 6%. (Págs. 1 e 6)
Brasil melhora na área de patentes
Acordos internacionais e inovação tecnológica foram destaque. (Págs. 1 e 12)
Mantega garante que governo vai investir 3% do PIB em 2012
O ministro disse ainda que a meta para o déficit primário será cumprida. Tudo para ter crescimento de 4,5%. (Págs. 1 e 8)
Desabamento no Rio deixou empresas ‘Entre a dor e o nada’
Título do filme produzido pela MPC, que perdeu escritório, resume o sentimento de todos com a tragédia. (Págs. 1 e 4)
‘A Aneel errou ao fazer o trabalho de fiscalização’
O diretor-geral Nelson Hubner, em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO, admitiu que houve falha de fiscalização no apagão de 2011 em São Paulo, provocado por erro da AES Eletropaulo. (Págs. 1 e 10)
Bya Barros vende casa dos ricos
Arquiteta e decoradora dos ricos e famosos e ex-mulher de Carlos Jereissatti, do Iguatemi, vira corretora de imóveis. (Págs. 1 e 23)
Cameron: “Taxar bancos é loucura”
Em Davos, premier inglês critica proposta dos franceses. (Págs. 1 e 36)
Empresas se fundem para fazer recuperação de crédito
Veganet e Larc criam holding Vegapar para reduzir custos e ganhar competitividade na prestação de serviços financeiros. (Págs. 1 e 32)
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012


  1. LULA - Notícias sobre Lula - Estadao.com.br

    topicos.estadao.com.br/noticias-sobre-lula
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sábado, 26 de novembro de 2011


Cúpula do PSDB não desistiu do projeto ‘Serra-2012’


O PSDB vive dias nervosos em São Paulo. A situação do tucanato na maior e mais rica cidade do país é a seguinte:
Parte da legenda está nervosa porque José Serra diz que não é candidato a prefeito mas acredita-se que ele está fazendo cena e vai lançar a candidatura de surpresa.
Outra parte está nervosa porque Serra diz que não é candidato a prefeito e teme-se que ele não tenha mesmo a intenção de concorrer.
Uma terceira parte está nervosa porque Serra, além de dizer que não será candidato, afirma que o partido não tem condições de lançar nenhum outro nome.
Em meio ao surto de nervosismo, o PSDB realiza nesta segunda (28) um debate entre os tucanos que Serra trata como candidatos inviáveis à vaga que ele diz não querer.
São quatro os postulantes à condição de candidato oficial do PSDB à prefeitura paulistana: José Aníbal, Bruno Covas, Andrea Matarazzo e Ricardo Trípoli.
Curiosamente, um dirigente tucano disse ao repórter que o PSDB ainda não desistiu de converter Serra em candidato na eleição de 2012.
Deseja-se convencê-lo de que sua pretensão presidencial para 2014 não tem guarida no partido.
Aníbal, Covas, Matarazzo e Trípoli tentam agendar para janeiro a prévia que fará de um deles o candidato consumado.
Como que decidido oferecer mais tempo para a caída da ficha de Serra, o governador tucano Geraldo Alckmin move-se para postergar a prévia até março.
Para injetar confusão num quadro já demasiadamente confuso, Serra passou a advogar a tese de que o PSDB nem deveria lançar candidato em São Paulo.
Afirma que o partido deveria indicar o vice na chapa de Guilherme Afif Domingos, o potencial candidato do PSD, a legenda criada pelo prefeito Gilberto Kassab.
O dirigente tucano que conversou com o repórter insinuou que Serra precisa decidir o que quer ser: candidato a prefeito ou a estorvo partidário.
Se for candidato à prefeitura, terá o apoio da direção. Se preferir ser candidato a estorvo, vai açular ainda mais os ânimos da legenda contra ele.
Enquanto o tucanato gira como parafuso espanado ao redor de Serra, o PT prepara o segundo estágio da pré-campanha.
Imposto por Lula, o ministro Fernando Haddad (Educação) virou candidato petista sem a necessidade de uma disputa prévia.
O petismo cuida, agora, de pavimentar a aliança que dará respaldo partidário e tempo de TV para Haddad vender-se ao eleitorado como favorito a quebrar a hegemonia tucana em São Paulo.

Escrito por Josias de Souza às 03h32

sábado, 19 de novembro de 2011


Ratificado pelo PT, Haddad lida com ‘feridas’ de Marta

Diego Shuda/Folha
Neste sábado (19), o PT ratificou Fernando Haddad como seu representante na eleição municipal de São Paulo.
Andorinha só, Haddad foge da maldição do provérbio. Para não ter de comprar um casaco, tenta atrair Marta Suplicy para voar do seu lado.
Tida como vital para tonificar a campanha nas áreas periféricas da capital paulista, Marta não deu as caras no ato em que Haddad foi aclamado.
Empurrada para fora da disputa por Lula, Marta insinuou, em entrevista, que o ex-soberano errou ao optar por Haddad.
A despeito das feridas, Haddad disse ter certeza de que a senadora estará do seu lado na campanha. Teve com ela uma conversa de duas horas.
“Ela […] fez questão de dizer que é partidária, que deseja que o PT volte a governar a cidade de São Paulo…”
“…E me pediu para transmitir para a direção municipal que está à disposição do partido para a campanha do ano que vem.”
Haddad parece lidar com a mágoa de Marta à maneira das passadeiras. Acomoda o ferro em cima e espera que, com o tempo, passé:
"O tempo vai tratando de melhorar isso e vamos estar juntos em 2012 com toda a certeza."
Haddad disse que vai se dedicar agora à costura das alianças. Dará prioridade às legendas que, em Brasília, integram o consórcio governista.
De resto, pediu um encontro com Dilma para definir a data de sua saída do Ministério da Educação.
“Estou subordinado à dinâmica federal neste momento. Tenho que ouvir a presidenta para […] que eu possa me desincompatibilizar em comum acordo com ela.”
O bom senso recomendaria que Haddad se afastasse imediatamente da pasta. A Educação merece atemção integral.
Qualquer interino dará mais importância ao ministério do que um candidato que divida seus afazeres com o tricô da pré-campanha. Porém…
…Porém, Brasília não é feita de sensatez.

Escrito por Josias de Souza às 20h46

segunda-feira, 3 de outubro de 2011


Fontana apresenta mudanças no relatório da Reforma Política

Henrique Fontana concedeu entrevista coletiva quando falou sobre sua defesa do relatório da Reforma Política.


Confira abaixo a transcrição da entrevista, ou ouça na íntegra na RádioPT.
Mudanças no texto do relatório final.
Henrique Fontana – “Eu amplie a parcela de distribuição igualitária de recursos, dentro do sistema de financiamento público exclusivo de campanhas. Nós ampliamos o número de cidades que terão 2º turno, atendendo também a emendas feitas. As cidades maiores de 100 mil habitantes passarão a ter 2º turno. E alteramos também a distribuição interna dos recursos, para tornar o sistema ainda mais justo, nos sentido de equilíbrio, entre os partidos que disputam uma eleição. Especialmente olhando o papel e o potencial de crescimento que devem ter os partidos de porte médio, hoje dentro da democracia do país”.

Voto
Henrique Fontana – “Eu mantenho a proposta do voto proporcionalmente misto. Onde se amplia o direito de voto do eleitor. Além de o eleitor continuar votando no deputado da sua preferência, ele também terá o direito de escolher um partido político e um programa da sua preferência. E este partido e este programa estarão representados por uma lista de candidatos que está preordenada pelo voto secreto dos filiados do partido. E isso é importante, não são os caciques que organizam a lista. É o voto secreto dos filiados ao partido que organizam esta lista que vai ser analisada pelo eleitor. Para que além de fiscalizar o deputado em quem ele votou, passe a fiscalizar o partido ao qual ele está empenhando o seu voto. Isso do meu ponto de vista fortalece a democracia. Por que é uma democracia forte precisa ter partidos organizados e representativos”.

Mudanças nas doações particulares
Henrique Fontana – “Está havendo uma confusão nessa área, empresas na verdade poderiam continuar doando para este fundo que é administrado pela justiça eleitoral. Ou seja, nenhuma empresa poderá doar para o candidato A ou para o candidato B, ou para o partido A ou partido B. Agora é lógico, não tem porque eu proibir uma empresa que institucionalmente queria apoiar o processo democrático no país, que ela faça essa doação para o tribunal eleitoral, que é quem administra este fundo. E que vai distribuir dentro desses critérios de equidade de que a lei prevê no sistema de financiamento público de campanha. Ou seja, termina completamente o recurso privado sendo dirigido pela empresa A ou empresa B, para o candidato A ou B. O que pode mudar em muitos momentos, em muitas vezes abrir o que eu chamo de uma relação privilegiada. A minha frase é a seguinte: não é bom para a democracia brasileira que todos aqueles que têm interesses a tratar com os futuros governos sejam dos mesmo que financiam as campanhas. Isso quebra o critério de impessoalidade e republicanismo que nós temos que preservar na gestão publica do país”.

O risco de avançar só o financiamento público
Henrique Fontana -  “Não,  porque o projeto de lei em 1º lugar prevê o financiamento, o sistema de votação e a democratização interna dos partidos, que além do que eu já falei, passa-se a exigir direções permanentes e definitivas dos partidos. E os assuntos que demandam PEC, a nossa ideia é preparar uma PEC substitutiva global que logo a seguir da votação do projeto de lei, seja votado.  Agora é evidente, eu não tenho como colocar em um projeto de lei aquilo que demanda uma mudança constitucional. Como é o caso da ampliação da participação popular.  E iniciativas de projeto de lei de iniciativa popular. O fim da coligação proporcional, a alteração da suplência do senado, para que passe a ser o deputado federal mais votado, no mesmo estado e do mesmo partido do senador eleito. Portanto esse suplente terá passado pelo crivo do voto. Essas mudanças exigem mudanças constitucionais. Então a votação tem que ser uma seqüência, vota-se o projeto de lei e a seguir vota-se a emenda substitutiva global de emenda constitucional”.

Manifestação do dia 4 e o consenso único para o financiamento
Henrique Fontana – “Não, na verdade hoje tem uma grande maioria, para não usar a palavra consenso no país. As pesquisas mostram isso. Que defendem a mudança do sistema político brasileiro eu diria que esse número já chega a 80,90% da população. Em diferentes pesquisas que se analisa. Por quê? É muito simples, por que as pessoas estão vendo que os problemas a política brasileira e a nossa democracia enfrentam não podem ser, combatidas apenas pela troca de candidatos. Tem que também bolar um sistema e adotar um sistema político que dê maior independência para os mandatos. O papel do poder econômico hoje é muito forte na democracia brasileira. Eu tenho dito uma frase – que nós estamos substituindo progressivamente o debate de ideias, programas e projetos, por uma corrida do ouro, de quem arrecada mais tem mais chances de se eleger. E os números mostram isso. Das 513 campanhas mais caras de deputado federal no Brasil inteiro, 369 tiveram sucesso. Ou seja, é muito direta a relação entre arrecadação e sucesso eleitoral. E é isso que eu proponho retirar da democracia brasileira. Permitir que setores mais pobres, setores médios que representam setores de poucos recursos financeiros tenham a chance de serem candidatos e tenham a chance de se eleger. Alias, não estou sozinho nisso, estou ao lado da OAB, da CNBB, da UNE e de tantas entidades que apoiam o financiamento público”.

A importância da participação do ex-presidente Lula no ato de apoio
Henrique Fontana – “É muito grande porque é uma liderança política de grande credibilidade dentro do país. Ele conhece muito, no detalhe o sistema político brasileiro, porque teve a responsabilidade de ser 8 anos presidente da República. E é um dos mais fortes defensores de um projeto de reforma que retire do poder econômico a força que ele tem hoje na democracia e que fortaleça os partidos. Eu gostaria inclusive que todas as grandes lideranças do país se envolvessem profundamente com a reforma política. Quanto mais gente ajudando a fazer a reforma, melhor. Porque o pior dos mundos é o Brasil sair desse processo com o mesmo sistema político que nós temos hoje. E que nos causam tantos desgostos, e inclusive tantas críticas. Os sistemas têm coisas boas evidentemente, mas eles têm muitas coisas que precisam ser mudadas”.

Mudança no projeto de iniciativa popular
Henrique Fontana – “Nós introduzimos a possibilidade do cidadão participar através da redes sociais, ou seja, quando uma entidade ou um grupo quer fazer tramitar na câmara federal um determinado projeto de lei. Ele vai poder trabalhar nas redes sociais, a mobilização o apoio a esse projeto. O cidadão da sua casa, da lan house ou da escola vai poder abrir o seu computador, ler o projeto e se ele apoia a tramitação daquele projeto, ele simplesmente vai registrar nome, título de eleitor nome da mãe ou do pai, e ele estará apoiando a tramitação desse projeto. Então isso vai facilitar muito a participação direta da população na apresentação de projetos de lei e de emendas constitucionais para tramitarem no parlamento”.

O número de apoios pela internet
Henrique Fontana – “O projeto de lei demanda 500 mil apoios, número inclusive um pouco menor do que é hoje. Só hoje tem que ser assinatura presencial. E uma emenda constitucional demanda 1 milhão e 500 mil apoio”.

Henrique Fontana – “Com certeza ajuda muito o presidente Lula tem uma habilidade muito grande para o trato da política. Assim com a presença de outros grandes líderes. Vamos citar o vice-presidente Michael Temer que é presidente do PMDB e nesse momento está licenciado e está sendo exercida a presidência pelo senador Valdir Raupp, então nós estamos debatendo com todos os setores, e o presidente Lula ajuda muito na aprovação da reforma”.

A forma do sistema
Henrique Fontana – “Como o eleitor vai votar nominalmente no candidato que ele prefere, com toda liberdade. E vai ter uma 2ª escolha, que é escolher um partido que ele apóia. E ao apoiar este partido, ele estará apoiando um grupo de candidatos que concorrem por este partido. No final o parlamento vai ser composto metade de pessoas eleita por este voto que o eleitor deu ai partido e a outra metade pelo voto nominal que o eleitor deu nominalmente aos candidatos. Nós vamos ter um parlamento que nasce de um sistema misto de eleições. Como, aliás, tem em muitos lugares do mundo”.

Henrique Fontana – “Não, ele vai escolher um deputado com toda liberdade. E ele vai escolher um partido ao qual ele apoia. E ao apoiar esse partido político ele estará apoiando um programa, um projeto e a importância desse voto é exatamente esta. É que o eleitor seja convidado a uma reflexão da importância que tem os programas e os projetos. Por que eles é que mexem o país. Quando as pessoas, muitas vezes pensam que o importante é escolher uma pessoa boa e o meu voto está destinado, elas não estão se dando conta de que uma pessoa sozinha não consegue fazer nada no parlamento. Os grupos de interesse de poder, os grupos partidários é que se reúnem para debater temas, e é daí que nasce as decisões que influência a vida de todos nós”.
(Apolos Neto – Portal do PT)

domingo, 2 de outubro de 2011

Líderes do PDT divergem sobre eventual apoio a Serra

Agência Estado

A possibilidade de o tucano José Serra ser candidato à prefeitura de São Paulo no próximo ano é interpretada de maneiras distintas por alguns dos principais nomes do PDT. Para o atual ministro do Trabalho e presidente licenciado do partido, Carlos Lupi, um eventual apoio ao político do PSDB está descartado. Por outro lado, o presidente estadual do PDT, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, não faz veto ao nome de Serra.
Paulinho foi indicado neste sábado como pré-candidato do PDT à prefeitura de São Paulo e, na sua visão, possíveis parcerias devem ser analisadas somente em um eventual segundo turno. O líder do PDT, entretanto, já iniciou conversações com o atual prefeito paulistano Gilberto Kassab, cujo apoio a uma candidatura de Serra é declarado oficialmente. "Tenho conversado com o Kassab e há uma série de partidos que estão na base do prefeito que analisam a possibilidade de ter uma candidatura", revelou Paulinho.
A princípio, o plano do PDT é manter o nome de Paulinho como cabeça de chapa, mas até o próximo mês de junho as conversações entre os partidos devem traçar um cenário mais claro de coligações. Em meados do ano que vem serão realizadas as convenções definitivas para a indicação dos candidatos ao principal cargo da cidade de São Paulo. "A disposição do PDT é manter o candidato. E, se tivermos que apoiar alguém, caso não estejamos no segundo turno, a decisão de apoiar um ou outro será somente em outubro do próximo ano", disse Paulinho.
Lupi, entretanto, não cogita a possibilidade de apoio a José Serra. Perguntado sobre o tema, o ministro do Trabalho foi enfático: "Não há hipótese", disse. Pouco antes, Kassab, que também discursou na Convenção Estadual do PDT, afirmou que o político do PSDB seria seu primeiro nome para a corrida municipal.